Ministros ainda não têm clareza sobre temas a serem discutidos na sessão do dia 15.

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) programada para terça-feira, dia 15, é vista como um ponto crucial na crise relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. No entanto, os bastidores do tribunal revelam que os próprios ministros ainda estão incertos sobre o que realmente será votado.
Marcada para as 10h, a sessão possibilita articulações para evitar um julgamento sobre o mérito das mensagens em questão. Edson Fachin tem dialogado individualmente com outros ministros, mas persistem dúvidas sobre a pauta. Um dos ministros enfatiza: "como preparar um voto sem saber exatamente o que será votado?".
✨ O foco do grupo próximo a Moraes é evitar a análise do conteúdo das mensagens, com a opção de limitar a votação ao que foi formalmente requerido pela Procuradoria.
Entre os caminhos possíveis, os ministros discutem a possibilidade de uma proposta de investigação não solicitada pela PGR ou transferir a questão para a esfera administrativa, considerando que uma ação correicional apresenta diferenças em relação a uma investigação criminal.
A tensão no tribunal é palpável, com aliados de Moraes argumentando que uma maioria favorável a André Mendonça poderia ser suscetível a questionamentos. Por sua vez, aliados de Mendonça insistem na abertura de uma investigação sobre Moraes, destacando a importância de decidir quem tería essa responsabilidade: se a Procuradoria Geral da República ou a Polícia Federal.
Dessa forma, a sessão não é garantida como um momento decisivo para a crise, mas pode revelar a disposição do STF em enfrentar os desafios que vêm pela frente. Antes de entrar nas deliberações, o STF precisa esclarecer questões fundamentais, como o que exatamente estará em discussão e se haverá análise criminal ou apenas administrativa.
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