Kévin T. reconheceu ter visado pessoas de origem muçulmana e africana durante o ataque que deixou um morto.

Kévin T., o principal suspeito do ataque terrorista em Trappes, na região metropolitana de Paris, admitiu ter 'visado especificamente pessoas muçulmanas, africanas ou norte-africanas', conforme informou o procurador da Promotoria Nacional Antiterrorista, Olivier Christen.
O homem de 39 anos teve sua prisão preventiva mantida e deve ser apresentado a um juiz ainda hoje. Embora inicialmente tenha negado motivação racista, após ser interrogado diversas vezes, Kévin T. mudou sua versão, reconhecendo que a escolha do local se deu por considerá-lo um 'reduto de islamistas'.
✨ O ataque, que ocorreu em 23 de outubro, resultou na morte de Pengo Bossio Wangi, um jovem de 26 anos, e deixou sete feridos, entre eles uma criança de 11 anos.
Além de aceitar a premeditação do ato, Kévin T. refutou a intenção terrorista, considerando sua ação legítima. Durante a busca em sua residência, foram encontrados 30 adesivos com mensagens de apoio à extrema direita, armas, componentes de armas e um dispositivo explosivo improvisado. O procurador pediu a prisão preventiva do suspeito com base nos elementos encontrados.
O atentado provocou repercussão significativa na França, gerando manifestações em apoio às vítimas e um debate intenso sobre a normalização do ódio racista no país.
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