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meio-ambiente
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Bancos deverão recusar financiamento em caso de desmatamento irregular

Nova regra implementada visa coibir a destruição da Amazônia e regular a concessão de crédito rural.

Acro Rodrigues01 de abril de 2026 às 10:00
Bancos deverão recusar financiamento em caso de desmatamento irregular

No desafio de combater o desmatamento na Amazônia, o Brasil está adotando uma nova abordagem ao engajar instituições financeiras. A partir de hoje, os bancos têm a obrigação de monitorar se os candidatos a crédito rural estão associados a desmatamento em suas propriedades.

Mudança de Diretrizes

Com a implementação de tecnologias que utilizam imagens de satélite, os gerentes bancários serão capazes de identificar qualquer desmatamento ocorrido desde 2019, em áreas nativas ou na Amazônia. Caso um agricultor solicite um empréstimo, ele deverá comprovar que possui as devidas autorizações para operações de desmatamento, caso contrário, seu financiamento será negado.

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Transformamos cada gerente de banco que lida com crédito subsidiado em um fiscal do desmatamento ilegal

Andre Lima, Ministério do Meio Ambiente

Regra aplicada à concessão de R$ 53 bilhões em empréstimos para agricultores

Contexto

A proposta surgiu em um cenário onde 17% dos créditos rurais concedidos nos últimos anos se destinavam a propriedades já desmatadas.

  • 1A nova norma abrange financiamentos inicialmente estimados em R$ 53 bilhões.
  • 2Propriedades que utilizarem crédito para desmatamiento mesmo com autorização legal receberão restrição de recursos.
  • 3Os agricultores poderão usar recursos próprios para desbastar suas terras.

A reação do setor agropecuário é palpável, uma vez que empresários do agronegócio, que possuem forte influência política, questionam a nova medida e já buscam uma mudança através do Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado resistência à sua política ambiental, que visa zerar o desmatamento até 2030.

Desmatadores agora enfrentarão restrições para acesso a crédito público

Os críticos da regra, incluindo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, argumentam que haverá injustiças, uma vez que a técnica de monitoramento pode apresentar erros. Dados indicam, no entanto, que a precisão do sistema tem alcançado 93%, buscando garantir um controle eficaz.

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A nova política transfere responsabilidades ao sistema financeiro que não lhe cabem

CNA

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