Iniciativa 'Reserva Comuna da Serra' visa revitalizar economia local

A cafeicultura desponta como uma solução para mitigar o desmatamento gerado pela pecuária em Valença, no Rio de Janeiro, onde o projeto Reserva Comuna da Serra (ReCoSer) busca revitalizar tanto a área quanto a economia local.
✨ Entre 2020 e 2021, Valença figurou entre os dez municípios mais desmatados do estado, com 65 hectares perdidos.
Fundado por Márcia Quaresma e André Tredinnick, o projeto propõe a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em um terreno de 34,7 hectares. Essa área, equivalente a cerca de 49 campos de futebol, foi recuperada para preservar a fauna e flora afetadas pelo desmatamento.
Quaresma e Tredinnick, natural da região, foram motivados a iniciar este projeto após uma década de busca por uma propriedade viável. O local é um fragmento da Mata Atlântica e abriga uma diversidade de árvores, incluindo espécies centenárias como a braúna e o pau-brasil.
"A riqueza da flora realmente chama a atenção
O cultivo do café é planejado em um sistema agroflorestal, permitindo que as árvores nativas coexistam com os cafezais, preservando a biodiversidade e a dinâmica ecológica da reserva.
✨ As primeiras safras foram colhidas recentemente, com foco na qualidade do café produzido.
Os idealizadores buscam não apenas manter a produção sustentável de café, mas também diversificar as atividades econômicas. Além da cafeicultura, eles pretendem investir no turismo ecológico como uma forma de gerar renda e garantir a viabilidade econômica da propriedade.
✨ O Projeto ReCoSer está em fase de observação das safras, priorizando qualidade em vez de quantidade.
Recentemente, a Secretaria de Meio Ambiente de Valença mostrou interesse em classificar a RPPN como uma Unidade de Conservação, permitindo ao município benefícios fiscais e contribuindo para a gestão do projeto.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Meio Ambiente

Financiamentos rurais evitados refletem preocupação ambiental da instituição.

Média de desmatamento diminui, mas áreas remanescentes continuam sob pressão.

Entre 2024 e 2025, 8,6 mil hectares de florestas maduras foram perdidos.

Projeto visa transformar água do mar em recurso vital diante da escassez hídrica.