Medida busca reverter degradação florestal e fortalecer políticas ambientais.

O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) aprovou, nesta sexta-feira (6), em Brasília, o Mapa do Caminho para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030.
A reunião contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Esta medida faz parte da agenda climática brasileira, baseando-se nos resultados dos planos de prevenção e controle do desmatamento nos biomas do país.
O documento estabelece quatro frentes de atuação: conservação e uso sustentável das florestas; restauração florestal; combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais; e redução da supressão legal de vegetação, com suporte de instrumentos econômicos. O objetivo é acelerar a implementação de políticas ambientais já existentes.
✨ Entre os resultados destacados na reunião estão a projeção de uma redução de 71,2% na Amazônia Legal e 48,4% no Cerrado nas taxas anuais de desmatamento entre 2022 e 2026.
O Mapa do Caminho também prevê, para os próximos anos, o fortalecimento de mecanismos de financiamento, assistência técnica, capacidade institucional e governança. Além disso, serão promovidos acesso ampliado a mercados, assim como incentivos à inovação e uso de tecnologias.
Durante o encontro, André de Paula enfatizou o papel do setor agropecuário na agenda climática, afirmando que a agricultura brasileira contribui para harmonizar produção, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
O CIM também definiu diretrizes para implementar o mercado regulado de carbono no Brasil, conforme a Lei nº 15.042/2024, que estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). As orientações incluem regras para mensuração, relato e verificação das emissões, visando garantir segurança aos setores regulados e fomentar investimentos em tecnologias de baixo carbono.
O comitê fixou limites para a participação do Brasil nos mecanismos de cooperação internacional do Artigo 6º do Acordo de Paris, autorizando até 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente entre 2026 e 2030 e outras 100 milhões de toneladas entre 2031 e 2035.
Na agenda de transparência climática, o comitê validou o 2º Relatório Bienal de Transparência, a 5ª Comunicação Nacional do Brasil e o 1º Relatório de Monitoramento do Plano Clima 2024–2035. Esses documentos registram uma redução de cerca de 560 milhões de toneladas de CO2 equivalente em emissões líquidas entre 2022 e 2024, principalmente devido à diminuição do desmatamento.
Os resultados serão apresentados na COP31, na Turquia, e as informações estarão disponíveis ao público pelo sistema IndicaClima, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
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