Iniciativa visa apoiar comunidades tradicionais e promover sustentabilidade

O Fundo Amazônia anuncia a destinação de R$ 34,6 milhões ao projeto Amazônia Agroecológica, que será implementado pela Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) nos estados do Pará e Mato Grosso.
Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o programa tem como principais objetivos a conservação da floresta, segurança alimentar, geração de renda e o fortalecimento de organizações comunitárias.
Com um prazo de execução de quatro anos, o projeto visa beneficiar 2,6 mil famílias, totalizando aproximadamente 8,4 mil indivíduos. Entre os grupos atendidos, estão povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas e agroextrativistas, além de agricultores familiares e beneficiários da Reforma Agrária, com um enfoque especial em mulheres.
As atividades ocorrerão em um total de 57 municípios, sendo 41 no Pará e 16 em Mato Grosso. No Pará, 12 cidades estão entre as priorizadas para ações de combate ao desmatamento e degradação florestal.
✨ O projeto chega a nove terras indígenas, 33 comunidades quilombolas e diversas áreas de conservação.
De acordo com o BNDES, uma porção significativa das famílias que serão atendidas reside em áreas protegidas. O projeto inclui suporte para oito unidades de conservação e 38 projetos de assentamento já reconhecidos ou em fase de reconhecimento.
Uma das frentes do projeto é a criação de editais para apoiar pequenos projetos comunitários, permitindo que as organizações locais tenham acesso a recursos para iniciativas definidas e executadas pela própria comunidade, com foco em gestão territorial e práticas produtivas.
Este plano é uma continuidade do apoio que começou em 2011, quando o Fundo Amazônia começou a financiar chamadas públicas do Fundo Dema, no Pará. Desde então, oito chamadas públicas receberam investimentos do fundo.
Nesta nova fase, a estratégia combina o financiamento de pequenos projetos com ações estruturais em regiões previamente mapeadas, incluindo a organização socioprodutiva, a produção agroextrativista, a conservação ambiental e o abastecimento de alimentos para as comunidades e escolas.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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