Iniciativa une conservação florestal e benefícios para comunidades locais

Um projeto de conservação ambiental em Caracaraí, Roraima, está promovendo a preservação de 14 mil hectares de floresta nativa através do mercado de carbono. A ação, que visa garantir uma fonte de receita para o proprietário da área, foi desenvolvida pela empresa ZEG (Zero Emission Goal).
A iniciativa envolve a certificação dos estoques de carbono, monitoramento por tecnologias avançadas e a implementação de ações junto às comunidades residentes nas proximidades. O terreno belamente situado pertence a um produtor de soja de Goiás, que antes havia considerado a possibilidade de desmatamento legal.
✨ Com a finalização do zoneamento ecológico-econômico de Roraima em 2022, o proprietário tinha a opção de destinar metade da área ao cultivo de soja.
A ZEG apresentou uma proposta ao proprietário, que inclui investimentos significativos em monitoramento e na prevenção de incêndios, além de um programa socioambiental focado em famílias que coletam castanha-do-Pará. O processo também envolveu a legalização da cadeia dominial da propriedade pela instalação de um contrato que permite a comercialização dos estoques de carbono por um período de 40 anos.
Para fortalecer a operação, foi instalada uma torre de 60 metros equipada com câmeras conectadas a um sistema de inteligência artificial, que realiza uma rotação de 360 graus a cada três minutos para identificar focos de incêndio, gerando relatórios para a equipe local. Todos os 20 membros da operação passaram por treinamento especializado.
O projeto beneficiou também cerca de 36 famílias de assentamentos vizinhos que se dedicam à coleta de castanha-do-Pará. A iniciativa de capacitação levou à formação da Associação Agroextrativista do Município de Caracaraí (Agrocar), permitindo que essas famílias se unissem para melhorar as condições de pesagem e comercialização.
"A ZEG estimou que o investimento total no empreendimento foi de R$ 20 milhões, contemplando a certificação dos estoques de carbono.
Embora o volume ainda não tenha sido comercializado, o projeto já recebeu classificação AA pela agência BeZero, destacando seu potencial no mercado de carbono.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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