Nepal emite recorde de permissões para escalar Everest e gera polêmica
Superlotação e resíduos preocupam alpinistas e ambientalistas.

Até maio de 2026, o Nepal registrou a emissão de 494 permissões para escalar o Monte Everest, gerando preocupações sobre superlotação e poluição na icônica montanha.
Recentemente, a alpinista russa Angelina Angelova compartilhou em suas redes sociais uma imagem do acampamento IV, a 7.900 metros de altura, evidenciando a grande quantidade de lixo acumulado no local, conhecido como 'zona da morte'.
✨ Angelova alertou sobre as 'tentações anteriores' deixadas por alpinistas em tentativas passadas, reavivando o debate sobre o impacto humano na montanha mais alta do mundo.
A publicação gerou uma enxurrada de comentários, com internautas pedindo a suspensão da emissão de licenças até que as empresas de escalada solucionem o problema de lixo na região. Muitos usuários sugeriram que a situação é tão grave que deveria ser considerada uma infração legal.
Neste ano, um recorde de 274 alpinistas atingiu o cume do Everest no mesmo dia, tornando-se o maior número de conquistas em um único dia pela via nepalense.
Os problemas de superlotação e lixo se intensificaram nos últimos anos, e especialistas criticam as autoridades nepalesas por autorizarem um elevado número de escaladores, o que leva a perigosos congestionamentos, especialmente na zona da morte, onde o oxigênio é escasso.
Segundo o Exército do Nepal, a Campanha de Limpeza da Montanha já retirou 110 toneladas de resíduos entre 2019 e 2023. Um problema sério é a gestão dos dejetos humanos.
"Cada pessoa produz 250 gramas de excrementos por dia e passará duas semanas em altas altitudes durante a escalada. Por isso, em 2024, foi implementada uma nova regra exigindo que alpinistas levem seus dejetos de volta dos acampamentos, utilizando sacos fornecidos pelo governo.
A situação no Everest continua a ser uma grande preocupação ambiental e social, refletindo o impacto que a escalada em massa está causando na montanha.
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