A reunião em Wuhan definiu estrutura e metas da Coalizão até 2030

A 2ª Reunião de Alto Nível da Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono (OCCCM) aprovou, nesta segunda-feira (14/9), em Wuhan, na China, o plano de trabalho quinquenal do grupo até 2030 e a estrutura provisória de seu Secretariado.
O encontro contou com a presença do Brasil, China, União Europeia e outros membros da aliança, consolidando a governança da iniciativa. O Brasil preside a Coalizão até 2027, em copresidência com a China e a União Europeia.
✨ A Coalizão reúne 10 países e a União Europeia, representando US$ 49 trilhões em PIB global e cobrindo 42,2% das emissões de gases de efeito estufa.
Além do Brasil, Alemanha, Canadá, França, Nova Zelândia, Noruega, Singapura, Reino Unido e Turquia também estão envolvidos. A Coalizão Aberta foi apresentada como o primeiro acordo formado por um grupo amplo de países com foco no alinhamento entre mercados regulados de carbono.
O plano de trabalho aprovado organiza a atuação técnica em cinco frentes, incluindo gestão operacional, matriz comparativa de precificação, mapeamento de Mensuração, Relato e Verificação (MRV), diretrizes para compensações de alta integridade e assistência técnica integrada.
O Brasil, ao assumir a presidência inaugural, posiciona o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) no centro da formulação das regras globais do mercado de carbono, contribuindo para o reconhecimento internacional de ativos de mitigação nacionais e para a competitividade das exportações.
Lançada pelo Brasil na COP30, a Coalizão teve seus Termos de Referência consolidados em maio de 2026, em Florença. A agenda da comitiva brasileira na China segue até 19 de setembro.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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