Nova tecnologia promete reduzir resíduos e emissões na construção civil

Uma nova solução desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Graz, na Áustria, visa transformar a maneira como a construção civil lida com resíduos, propondo tijolos totalmente reutilizáveis.
✨ A tecnologia inovadora aumenta a sustentabilidade e reduz a emissão de carbono na construção.
A construção civil é uma das principais responsáveis por resíduos e emissões de carbono no mundo. A demolição de edificações antigas gera grandes quantidades de lixo e libera substâncias poluentes, além de envolver custos elevados.
Estudos mostram que mais de um terço do lixo gerado na Europa é oriundo do setor de construção e demolição. Diante dessa realidade, os pesquisadores da TU Graz propuseram uma abordagem onde as estruturas de tijolo possam ser desconstruídas ao invés de demolidas.
A inspiração para a pesquisa veio do conceito de Lego, onde peças podem ser montadas e desmontadas. Os pesquisadores desenvolveram blocos que não utilizam argamassa convencional, possibilitando a separação dos tijolos sem danificá-los. A estrutura é composta por elementos de parede pré-fabricados com juntas reversíveis.
Os tijolos têm 44 centímetros de espessura e incorporam lã isolante, melhorando o desempenho térmico. Ademais, são pré-rebocados na fábrica, reduzindo o trabalho em canteiros de obras.
"Uma quantidade significativa de emissões pode ser evitada durante a segunda fase de uso por meio da reutilização
Hafellner destacou que as emissões de CO² podem ser reduzidas em até 60% com essa nova metodologia em comparação aos métodos tradicionais.
A remoção da argamassa permanente gerou desafios em garantir a estabilidade estrutural. Para resolver isso, os engenheiros desenvolveram duas abordagens: um telhado pesado para estabilidade e hastes roscadas pré-tensionadas que atravessam os tijolos.
Ambas as soluções proporcionam segurança e permitem a reutilização das paredes em novas construções.
O projeto promove a economia circular, permitindo que materiais sejam reutilizados e diminuindo a geração de resíduos. Essa abordagem não só ajudaria o meio ambiente, mas também valorizaria mais os edifícios ao final de sua vida útil.
Essa inovação representa um avanço significativo em direção a um futuro mais sustentável na construção civil, onde a tecnologia se alia à consciência ambiental.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Projeto visa transformar água do mar em recurso vital diante da escassez hídrica.

Últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados, segundo a OMM.

Vagões aposentados foram intencionalmente afundados em projeto ambiental desde 2001.

CETESB aponta que 12,6% das áreas com contaminação têm risco confirmado.