Estudo aponta risco de 451 mil óbitos adicionais globalmente devido a fenômeno.

O fenômeno El Niño promete impactar diversas regiões do planeta com uma intensidade rara. Um estudo da Universidade de Chicago, publicado na revista Climate Impact Lab, revela que este evento climático pode resultar em cerca de 451 mil mortes adicionais globalmente entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação a anos sem essa anomalia.
O Brasil, segundo a pesquisa, deverá ser o quinto país mais afetado, com uma projeção de 13 mil óbitos devido ao fenômeno. A Nigéria lidera a lista das nações com mais mortes esperadas, seguida pela Indonésia, Sudão e Índia.
✨ Os pesquisadores alertam que o Super El Niño pode aumentar em 44% os dias de calor extremo em comparação a um ano normal.
As condições climáticas associadas ao Super El Niño estão previstas para elevar as temperaturas do planeta a níveis que seriam esperados apenas em duas décadas. No Brasil, o fenômeno deve resultar em 8 mil mortes adicionais somente entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, devido ao calor extremo.
O professor Michael Greenstone, cofundador do Climate Impact Lab, destaca que a adoção de medidas de adaptação pode ajudar a evitar parte das fatalidades. Entre as recomendações estão a implementação de sistemas de alerta de calor extremo, a criação de centros de resfriamento, o aumento do atendimento médico para populações vulneráveis e a proteção dos trabalhadores expostos ao calor.
Além do impacto imediato, Greenstone alerta que os efeitos do aumento das temperaturas poderão se prolongar além do período do estudo, afetando principalmente regiões que se deparam com o verão nos meses subsequentes.
Meteorologistas apontam que o Super El Niño irá causar calor extremo e severas secas no Norte e Nordeste do Brasil, ao mesmo tempo que trará chuvas intensas com risco de enchentes no Sul.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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