Cota chinesa e ociosidade nos frigoríficos levantam preocupações

O mercado de boi gordo está enfrentando uma contínua elevação nas cotações, com frigoríficos encontrando dificuldades na gestão de suas escalas de abate.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que, enquanto os preços físicos sobem, a B3 demonstra uma tendência contrária, afetada pelas preocupações em torno da cota de exportação para a China, que deve se esgotar entre maio e junho.
✨ O Brasil tem um limite de 1,1 milhão de toneladas para exportação de carne bovina à China em 2026.
Iglesias observa que a indústria frigorífica está lentamente mudando suas operações, uma vez que o aumento da ociosidade levou à implementação de férias coletivas em Mato Grosso na última semana. Isso pode se espalhar para outros estados, como Mato Grosso do Sul, Tocantins e Pará.
O aumento da ociosidade deve se intensificar ainda mais em maio, à medida que a cota chinesa se aproxima do fim.
Hoje, o mercado atacadista mostrou uma elevação nos preços, prevendo novos aumentos em breve devido à circulação de salários na economia, o que deve impulsionar a reposição entre atacado e varejo.
✨ A concorrência das proteínas alternativas limita aumentos mais significativos, mesmo com a recente recuperação dos preços da carne de frango.
O dólar comercial terminou o dia com uma queda de 0,26%, sendo cotado a R$ 4,9972 na venda e R$ 4,9952 na compra. Durante o dia, a moeda americana variou entre R$ 4,9833 e R$ 5,0393.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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