Cenário de oferta restrita impulsiona preços, mas demanda exportadora é frágil

As transações no mercado físico do boi gordo apresentaram uma dinâmica mais intensa nesta semana, com frigoríficos tentando estender suas escalas de abate. Essa movimentação ocorre em um contexto de oferta mais restrita, que tem levado as indústrias a oferecer maiores valores pela arroba.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, comenta que a demanda permanece frágil, especialmente nas exportações. O índice de embarques está diminuindo progressivamente, o que levanta preocupações sobre a cota de importação chinesa.
✨ Embora os preços estejam subindo, o setor interno enfrenta um cenário de preços mais estáveis para a carne no atacado, gerando pressão adicional sobre os frigoríficos.
Para evitar um excesso de ociosidade, várias indústrias adotaram férias coletivas durante a semana. Em relação aos preços do boi gordo na modalidade a prazo em 23 de julho, os números por região foram os seguintes:
No atacado, os preços foram variáveis, com ajustes para baixo em um ambiente de negócios mais lento. Iglesias destacou que a carne bovina continua a não ser tão competitiva em relação a outras proteínas, especialmente o frango.
Os preços do quarto dianteiro ficaram estáveis em R$ 19 por quilo, enquanto o quarto traseiro teve uma leve queda para R$ 25,50 por quilo, uma variação de -1,92%.
No campo das exportações, foram gerados US$ 896,768 milhões em receitas com vendas de carne bovina brasileira, contabilizando 140,389 mil toneladas exportadas até o momento em julho. Apesar da alta de 3,3% no valor médio diário em comparação ao ano passado, houve uma queda de 10,3% na quantidade média exportada.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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