Atividade é impactada pela expectativa na demanda e condições de pasto.

O começo da semana no setor pecuário foi marcado por uma significativa redução nas negociações, conforme reporta a Scot Consultoria. Muitos compradores abstiveram-se de fazer ofertas, à espera de como o mercado atacadista se comportaria no final de semana, além de apresentarem escalas de abate adequadas e sem urgência por novos negócios.
No levantamento feito nesta segunda-feira (18/5), entre as 33 praças analisadas, 24 não apresentaram variações nos preços do boi gordo em relação ao dia anterior, enquanto outras nove regiões observaram quedas. Nas cidades de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências importantes para o setor, o preço do boi gordo manteve-se em R$ 348 a arroba para pagamentos a prazo. As cotações de outros produtos, como o 'boi China', a vaca e novilha, também permaneceram inalteradas.
A consultoria Safras & Mercado destacou que a pressão por queda nos preços é mais evidente em estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, impulsionada pela deterioração das condições das pastagens. Em contrapartida, Rondônia apresenta um mercado mais robusto, com preços superiores à média nacional, devido à melhor qualidade dos pastos na região.
✨ O contexto internacional mantém relevância, com aumentos nas cotas para exportação da China e reduções das tarifas de importação nos Estados Unidos.
"A atenção deve ser redobrada com os novos desenvolvimentos internacionais que podem impactar os preços ao longo do mês de maio
No mercado atacadista, notou-se uma estabilização dos preços nesta segunda-feira. As previsões apontam para uma possível continuidade da queda nas próximas semanas, já que o apelo ao consumo tende a esfriar neste período.
Além disso, a carne bovina enfrenta uma competitividade reduzida em relação a outras proteínas, especialmente em comparação à carne de frango, segundo Iglesias.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelaram que até o momento, as exportações brasileiras de carne bovina totalizaram US$ 913,25 milhões em maio, o que resulta em uma média diária de US$ 91,325 milhões. O volume exportado alcançou 141,349 mil toneladas, marcando um aumento de 36% em relação à média do ano passado.
Apesar do aumento no volume exportado, o preço da tonelada de carne bovina in natura mostrou alta, alcançando US$ 6.460,90, um aumento de 24,25% em comparação com maio de 2025 e 3,52% em relação ao mês anterior. Esse valor coloca este mês como o terceiro melhor da história para as exportações de carne bovina, atrás apenas de junho e julho de 2022.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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