Preço do açúcar permanece instável por baixo consumo global
Analistas revisam projeções diante da oferta e demanda fracas

Os preços do açúcar continuam sem uma tendência clara, impactados pela demanda global fraca e pela oferta do Centro-Sul do Brasil, que chega ao mercado com a colheita em andamento. A perspectiva de equilibrar a oferta e demanda não deve ser alterada significativamente no curto prazo.
Na última quinta-feira, a Czarnikow, conhecida por suas previsões conservadoras, revisou suas estimativas para o ciclo 2025/26, passando de um superávit de açúcar para um pequeno déficit de 100 mil toneladas. A mudança se deu principalmente pela previsão de produção no Brasil, que, centrando esforços na fabricação de etanol devido aos preços baixos do açúcar, foi ajustada para 39,5 milhões de toneladas.
✨ A produção brasileira pode sofrer uma redução de 500 mil toneladas devido à alteração no mix de produção, de 48% para 47% voltado ao etanol.
Além disso, a Czarnikow também diminuiu sua projeção para o México, mantendo a produção estável em países como Índia, Tailândia e China. Enquanto isso, a NOAA confirmou a formação de um El Niño, com a possibilidade de um evento forte neste ano, embora o impacto sobre a colheita da região Centro-Sul seja previsto apenas para novembro.
A Índia poderá enfrentar um impacto maior, mas, na atual entressafra, os efeitos da mudança climática na oferta devem ser sentidos apenas a partir de outubro. Apesar dessas dinâmicas climáticas, a demanda global continua sem mostrar força, com a inflação de alimentos e o aumento do uso de medicamentos que inibem o apetite afetando o consumo.
De acordo com o analista Gerard Honer, a Czarnikow reduziu sua previsão de consumo global em 300 mil toneladas, embora ainda represente um aumento de 1,1 milhão de toneladas em relação à última safra. Dados recentes sobre as exportações de açúcar do Brasil revelaram um aumento de 23,8% nos estoques locais, de acordo com o analista Ricardo Sigalla, da StoneX.
Em resumo, enquanto o cenário permanece mais apertado, as usinas brasileiras enfrentam dificuldades, precisando priorizar a produção de etanol para evitar prejuízos.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de mercado-financeiro

Milho e trigo caem com boas previsões climáticas e estoques altos
Mercados de grãos respondem a novas estimativas de estoque global

Queda no preço do etanol reflete avanço da safra de cana-de-açúcar
Oferta elevada de etanol no mercado reduz preços em maio de 2026.

Ouro e prata sobem mesmo após inflação alta nos EUA
Demanda de bancos centrais impulsiona preços mesmo em cenário adverso

Cacau vê saltos nos preços com incertezas de safra na África Ocidental
Investidores reagem a problemas climáticos na produção de cacau.





