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Preço do açúcar permanece instável por baixo consumo global

Analistas revisam projeções diante da oferta e demanda fracas

Gabriel Rodrigues14 de junho de 2026 às 07:55
Preço do açúcar permanece instável por baixo consumo global

Os preços do açúcar continuam sem uma tendência clara, impactados pela demanda global fraca e pela oferta do Centro-Sul do Brasil, que chega ao mercado com a colheita em andamento. A perspectiva de equilibrar a oferta e demanda não deve ser alterada significativamente no curto prazo.

Na última quinta-feira, a Czarnikow, conhecida por suas previsões conservadoras, revisou suas estimativas para o ciclo 2025/26, passando de um superávit de açúcar para um pequeno déficit de 100 mil toneladas. A mudança se deu principalmente pela previsão de produção no Brasil, que, centrando esforços na fabricação de etanol devido aos preços baixos do açúcar, foi ajustada para 39,5 milhões de toneladas.

A produção brasileira pode sofrer uma redução de 500 mil toneladas devido à alteração no mix de produção, de 48% para 47% voltado ao etanol.

Além disso, a Czarnikow também diminuiu sua projeção para o México, mantendo a produção estável em países como Índia, Tailândia e China. Enquanto isso, a NOAA confirmou a formação de um El Niño, com a possibilidade de um evento forte neste ano, embora o impacto sobre a colheita da região Centro-Sul seja previsto apenas para novembro.

A Índia poderá enfrentar um impacto maior, mas, na atual entressafra, os efeitos da mudança climática na oferta devem ser sentidos apenas a partir de outubro. Apesar dessas dinâmicas climáticas, a demanda global continua sem mostrar força, com a inflação de alimentos e o aumento do uso de medicamentos que inibem o apetite afetando o consumo.

De acordo com o analista Gerard Honer, a Czarnikow reduziu sua previsão de consumo global em 300 mil toneladas, embora ainda represente um aumento de 1,1 milhão de toneladas em relação à última safra. Dados recentes sobre as exportações de açúcar do Brasil revelaram um aumento de 23,8% nos estoques locais, de acordo com o analista Ricardo Sigalla, da StoneX.

Em resumo, enquanto o cenário permanece mais apertado, as usinas brasileiras enfrentam dificuldades, precisando priorizar a produção de etanol para evitar prejuízos.

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