Fatores climáticos afetam safra e impulsionam valores

Os preços do café arábica explodiram na bolsa de Nova York, em resposta a notícias desfavoráveis sobre a colheita no Brasil. Na terça-feira, 30 de junho, os contratos de setembro fecharam com um aumento de 6,71%, cotados a 2,9645 dólares por libra-peso.
Segundo a Barchart, essa é a mais alta registrada nos últimos quatro meses. O principal fator para essa elevação são as chuvas excessivas que têm atrasado a colheita de arábica no Brasil, que é o maior produtor mundial.
De acordo com a Somar Meteorologia, Minas Gerais, que responde pela maior parte da produção de café do Brasil, registrou um índice pluviométrico de 31,3 mm na semana que terminou em 28 de junho, representando 1.956% da média histórica.
Além do café, outros produtos agrícolas também mostraram tendências de alta. O preço do cacau recuperou-se com uma elevação de 2,23%, comercializado a 5.078 dólares por tonelada, após uma forte queda anterior.
O suco de laranja concentrado e congelado teve um desempenho impressionante, subindo 6,44% para 1,6525 dólares por libra-peso, após um aumento de mais de 4% no dia anterior.
No mercado do açúcar, a variedade demerara teve sua terceira alta consecutiva, com preços avançando 0,27% para 14,82 centavos de dólar por libra-peso. O algodão também encerrou o dia em leve alta, com contratos para dezembro aumentando 0,46%, alcançando 76,80 centavos por libra-peso.
✨ O café arábica é impactado por fatores climáticos, refletindo a volatilidade do mercado agrícola.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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