Debate sobre tabaco destaca custos e competitividade no exterior
SindiTabaco foca na competitividade e regulamentação da produção

O debate em torno da comercialização do tabaco está ganhando destaque, com foco em fatores como concorrência, custos de produção e a manutenção da competitividade do Brasil no mercado internacional.
Organizações representativas dos produtores, incluindo o SindiTabaco, estão se movimentando junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), responsável por avaliar questões relacionadas à concorrência.
✨ SindiTabaco reafirma que sua atuação observa rigorosamente a legislação e não se envolve em negociações de preços.
O sindicato também relembrou uma investigação realizada em 2008, que culminou em seu arquivamento em 2013, sem que fossem encontradas práticas anticompetitivas no setor.
Com base em sua posição, o SindiTabaco relata que a discussão sobre a regulamentação deve seguir normas estabelecidas pelo CADE, e que eventuais alterações nos modelos de negociação dependem de uma análise formal e técnica do órgão.
Metodologia de Preços
A Lei de Integração designa as CADECs como o foro para a definição dos preços de referência do tabaco, com metodologias já aprovadas no Foniagro.
No Sistema Integrado de Produção do Tabaco, todas as safras contratadas são compradas pelas empresas integradoras, garantindo previsibilidade para os produtores integrados, ao contrário dos independentes, que enfrentam maior volatilidade de preços e influências do mercado internacional.
O SindiTabaco enfatiza que a razão para este debate não reside na desvalorização do produto, pois os preços médios das classes TO2 e BO1 do tabaco Virgínia aumentaram mais de 109% entre 2016 e 2025, superando os índices de inflação.
Contrapõe-se a isso a preocupação com o aumento dos custos, especialmente da mão de obra familiar, e as dificuldades enfrentadas devido ao crescimento da produção em países concorrentes e à queda nas exportações brasileiras no início de 2026.
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