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Electrolux planeja cortar 1.700 postos e fechar unidade na Itália

Fabricante sueca enfrenta desafios no mercado europeu e demissões em massa.

Camila Souza Ramos11 de maio de 2026 às 16:50
Electrolux planeja cortar 1.700 postos e fechar unidade na Itália

A Electrolux, uma das principais fabricantes de eletrodomésticos, revelou planos para demitir 1.700 funcionários na Itália e fechar uma de suas fábricas, afetando mais de 40% de sua força de trabalho no país.

De acordo com sindicatos italianos, a decisão reflete os desafios enfrentados pela empresa, como a baixa demanda do consumidor e a competição crescente com produtos de concorrentes que oferecem preços mais acessíveis. Como resultado, as ações da Electrolux caíram cerca de 75% desde os picos de 2021.

Com a reestruturação, a Electrolux busca se concentrar mais em produtos de categorias premium.

A unidade a ser fechada fica em Cerreto d'Esi, nas proximidades de Ancona. Os sindicatos UILM, FIM e FIOM, que se reuniram com a administração da empresa, destacaram que a Electrolux opera atualmente cinco fábricas na Itália, totalizando 4.500 colaboradores.

Gianluca Ficco, do UILM, ressaltou a crítica situação do mercado europeu, caracterizada pelo aumento dos custos de produção e pela intensa concorrência de fabricantes asiáticos. Em resposta a essas demissões, os sindicatos convocaram uma greve de oito horas nas fábricas italianas da Electrolux e pediram intervenção do governo.

Acompanhamento do Governo

O Ministério da Indústria da Itália anunciou que está monitorando a situação de perto e pretende manter um diálogo estruturado com a Electrolux e os sindicatos.

Além disso, a Electrolux descartou a possibilidade de uma parceria com a rival chinesa Midea, que estaria alinhada a medidas semelhantes já estabelecidas na América do Norte.

Recentemente, a Electrolux anunciou uma emissão de ações no valor de 9 bilhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 977 milhões) para financiar sua parceria na América do Norte e implementou várias estratégias de redução de custos, após ter encerrado unidades na Hungria e no Chile.

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