Após reflorestar 27 mil hectares na Amazônia, empresa se prepara para novas captações.

A Mombak, empresa dedicada ao crédito de carbono através da restauração florestal, está em uma nova fase de expansão. Após o reflorestamento de 27 mil hectares na Amazônia com o apoio de seu primeiro fundo de investimento e de um empréstimo do BNDES, a gestora se prepara para novas operações que visam levantar quase R$ 1 bilhão para realizar investimentos adicionais na recuperação de florestas.
A companhia já garantiu a aprovação de R$ 200 milhões do BNDES, conforme anunciado pelo Fundo Clima, na linha de Florestas Nativas e Recursos Hídricos. Além disso, está lançando a captação de seu segundo fundo de investimentos, almejando levantar US$ 150 milhões (cerca de R$ 750 milhões). Gabriel Haddad, fundador da Mombak, afirmou que a empresa já recebeu intenções de investimento que superam a meta total de captação.
O novo fundo foi um dos selecionados pela BNDESPar na chamada pública de investimentos em fundos de mitigação climática, e está na fase de avaliação final. Uma vez aprovado, pode receber ao menos R$ 250 milhões do braço de participações do banco. Haddad destacou que isso representa uma nova etapa tanto para a Mombak quanto para o setor de restauro florestal.
✨ Com as captações planejadas, a Mombak espera reflorestar aproximadamente 42 mil hectares adicionais.
A nova fase de investimentos também deve se beneficiar do avanço da Mombak em pesquisa e desenvolvimento, que permitiu otimizar a gestão de plantio e seleção das melhores espécies. Atualmente, a empresa está capturando 1,8 vez mais carbono do que o inicialmente projetado, visando gerar 100 mil toneladas de créditos de carbono neste ano, auxiliada pela nova certificadora Isometric.
A Mombak já começou a entregar créditos aos compradores com contratos de longo prazo e assinou um novo acordo com a Salesforce. A crescente demanda tem dificultado a escolha de clientes para os quais vender.
Além disso, a Mombak conta com a segurança dos contratos de longo prazo para atrair financiadores, superando um dos principais obstáculos do setor. A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, mencionou que atualmente sete bancos oferecem fiança como garantia nos financiamentos da atividade, com a expectativa de que mais instituições se juntem em breve.
O BNDES também está organizando leilões de compra de créditos de carbono, com destaque para o primeiro leilão que teve a Petrobras como compradora de 5 milhões de créditos. O segundo leilão está com chamada aberta e pode ter até R$ 6 bilhões em créditos de carbono.
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Jornalista especializado em Negócios

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