Plano de dez anos do Serviço Geológico do Brasil prioriza regiões com maior potencial mineral.

O governo brasileiro lançou, nesta segunda-feira (28), um plano de dez anos destinado a ampliar o entendimento sobre o subsolo nacional, com um custo estimado em R$ 3,3 bilhões. O plano, que visa direcionar a exploração por minerais críticos e estratégicos, é uma iniciativa do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Ministério de Minas e Energia (MME).
O chamado Plano Decenal de Geofísica orientará os levantamentos geofísicos em diversas regiões, priorizando áreas já conhecidas por potencial mineral. As regiões selecionadas incluem a Província Borborema, o Arco Magmático de Goiás, o Alto Paranaíba e o Quadrilátero Ferrífero. Além disso, o plano será aberto a sugestões do público, permitindo que empresas e associações indiquem áreas de interesse para novos levantamentos.
✨ O objetivo do SGB é aumentar a oferta de dados geológicos públicos, reduzir riscos exploratórios e promover previsibilidade para investimentos em pesquisa mineral.
De acordo com o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Francisco Valdir, a definição das áreas de foco poderá ser ajustada com base nas contribuições coletadas durante a consulta pública. Os levantamentos funcionarão como uma triagem, fornecendo dados que ajudam as empresas a decidir onde alocar recursos em pesquisas minerais, antes de avançar para etapas mais dispendiosas.
O plano prevê uma série de levantamentos segmentados. Na área de embasamento cristalino, 61 projetos estão planejados, com um custo de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Já para províncias minerais com conhecimento prévio, como Alto Paranaíba e Quadrilátero Ferrífero, o custo estimado é de R$ 620 milhões. Por fim, as bacias sedimentares, que têm menor prioridade, contarão com 67 projetos e custo estimado em R$ 1,2 bilhão.
Atualmente, cerca de 28% do território brasileiro possui mapeamento geológico em escala 1:100.000. O SGB tem como meta elevar esse percentual para 75% nos próximos quatro anos, com uma previsão de investimento de R$ 1,26 bilhão.
A geofísica é uma importante ferramenta na busca por minerais, permitindo que as companhias avaliem o que existe abaixo da superfície sem perfurações extensivas. O plano também se beneficia de uma nova legislação que exige que empresas de mineração destinem parte de suas receitas a projetos de pesquisa e desenvolvimento.
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Jornalista especializado em Economia

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