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Raízen negocia conversão de dívida em ações para evitar recuperação judicial

Transação pode diluir participações de Shell e Cosan na produtora de etanol.

Acro Rodrigues11 de maio de 2026 às 19:50
Raízen negocia conversão de dívida em ações para evitar recuperação judicial

A Raízen, uma das principais produtoras brasileiras de açúcar e etanol, está em meio a negociações para transformar entre 45% e 50% de sua dívida em ações, uma estratégia que poderá diluir significativamente as participações de Shell e Cosan na empresa.

Avanços nas negociações

As conversas entre credores e acionistas avançaram com o objetivo de evitar uma recuperação judicial, focando também em aspectos de governança e perguntas cruciais para o futuro da companhia. Essas tratativas começaram oficialmente em abril e devem ser finalizadas até o meio de junho.

A Raízen anunciou um acordo extrajudicial para reestruturar R$65 bilhões em dívidas.

Em março, a empresa já havia revelado que buscava reestruturar R$65 bilhões de dívidas com um prazo de 90 dias para garantir apoio suficiente em suas negociações, após o que os novos termos de pagamento seriam implementados.

Contribuições e desavenças

Embora a Shell tenha reiterado a oferta de injetar R$3,5 bilhões na Raízen, fontes afirmam que está difícil para os credores persuadir a companhia a aumentar esse valor devido à recente implementação de um imposto sobre exportação de petróleo pelo governo brasileiro.

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Ainda há questões em aberto nas negociações, como o futuro do presidente do conselho, Rubens Ometto.

A presença de Ometto na liderança da companhia após a reestruturação está em debate, especialmente considerando sua contribuição de R$500 milhões, uma quantia inferior à da Shell.

Venda de ativos na Argentina

A Raízen também está negociando a venda de uma refinaria e centenas de postos de gasolina na Argentina para a Mercuria Energy Group. Este negócio pode gerar entre US$1 bilhão e US$1,5 bilhão e deverá ser anunciado somente após a finalização das negociações financeiras.

A decisão sobre o uso dos recursos da transação na Argentina ainda está em discussão entre credores e acionistas.

Os planos incluem definir se esses recursos serão aplicados na redução da dívida da empresa ou na melhoria de sua liquidez.

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