Jorge Messias aponta motivações políticas na ordem de afastamento de Andrei Rodrigues.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, reconheceu a interlocutores que enxerga motivações políticas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Messias acredita que Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, estaria utilizando sua relatoria em um processo ligado ao Banco Master como uma forma de desestabilizar politicamente, favorecendo o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.
Apesar da proximidade anterior entre Messias e Mendonça, influenciada por afinidades religiosas e pela campanha do ministro a favor da indicação do AGU ao STF, a relação se deteriorou. Messias não avançou com uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade, o que gerou atritos entre eles.
Diante do cenário, o presidente Lula instruiu a AGU a buscar uma solução para contestar a determinação de Mendonça. Messias indicou um recurso que poderia ser encaminhado ao plenário do STF, evitando que a análise ficasse a cargo da Segunda Turma, onde a maioria já tendia a manter o afastamento de Andrei Rodrigues.
✨ Contudo, o ministro Flávio Dino decidiu reintegrar Andrei Rodrigues à sua posição na manhã do dia 9, resultando em descontentamento em Messias, que considera a decisão do STF juridicamente frágil e potencialmente desestabilizadora.
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Jornalista especializado em Política

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