A tensão no Supremo começou com a divulgação de mensagens comprometedoras de um ex-banqueiro.

O afastamento do delegado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é o último capítulo de uma crise que começou no STF na semana passada. A tensão na Corte teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça derrubou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que investigava o caso do Banco Master.
Com a divulgação do conteúdo, surgiram mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça havia informado Moraes que encaminharia o material à PGR (Procuradoria-Geral da República).
✨ Entre os episódios revelados pela PF estão mensagens em que Vorcaro expressava gratidão a Moraes e questionava sobre a possibilidade de ser alvo de uma operação policial.
A tensão envolveu ainda o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, suspeitos de tentar barrar as investigações sobre o banco.
Dois dias após a divulgação, Moraes acusou Mendonça de improbidade administrativa e abuso de autoridade, resultando em um pedido de ação contra ele. A resposta de Fachin foi assegurar que as apurações seguirão os procedimentos constitucionais.
Em meio à crise, o presidente do STF defendeu a adoção de um código de ética e o fim do inquérito das Fake News.
O último episódio se deu nesta terça-feira (8), quando Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada, alegando que relatórios sobre sua atuação foram produzidos de maneira ilegal. Ele pediu a instauração de investigações para apurar os responsáveis pelos relatórios.
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Jornalista especializado em Política

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