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política
3 min de leitura

Câmara aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças

Novo projeto classifica crimes como hediondos e atualiza definições

Gabriel Rodrigues19 de maio de 2026 às 21:40
Câmara aprova aumento de penas para crimes sexuais contra crianças

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão na última terça-feira, um projeto de lei que visa aumentar as penas para crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes, tornando tais delitos classificados como hediondos.

Com a proposta, o termo "violência sexual contra criança ou adolescente" será utilizado oficialmente, abrangendo uma nova definição que leva em conta decisões recentes do judiciário, que apontam que a caracterização do crime não precisa envolver contato físico ou nudez explícita.

As novas definições abarcam qualquer tipo de representação, real ou fictícia, envolvendo crianças ou adolescentes, independente do formato, como imagens digitais ou vídeos.

Mudanças nas definições de crimes

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) altera a tipificação de crimes. Por exemplo, a simples posse de material sexual envolvendo menores agora se enquadra como registro de violência sexual, com penas que variam de 3 a 6 anos de reclusão, em comparação aos 1 a 4 anos anteriores.

Além disso, a pena para atos de oferta ou distribuição de material com conteúdo sexual aumentará de 3 a 6 anos para 4 a 10 anos. Quem criar ou gerenciar plataformas que armazenem ou compartilhem esse conteúdo também enfrentará a mesma penalização.

Agravantes e penalidades mais severas

O projeto introduz agravantes significativos. A pena pode ser aumentada em 1/3 se o conteúdo for disseminado em várias plataformas digitais. Para quem venda ou exponha à venda esse material, a pena será ampliada para 4 a 10 anos de reclusão, além da possibilidade de perda de bens relacionados ao crime.

Criminosos que utilizarem tecnologia para ocultar sua identidade, como spoofing, enfrentarão penalidades mais rigorosas, refletindo a gravidade dos delitos.

Estratégias de combate e fiscalização

Mudanças também foram propostas em relação à atuação da polícia na internet. As novas normas permitem a realização de "rondas virtuais" para a coleta de provas de crimes contra menores em ambientes digitais, sem a necessidade de autorização judicial prévia em certos casos, promovendo ações mais rápidas e eficientes.

Consequências para os condenados

Os crimes considerados hediondos trarão consequências automáticas, incluindo a proibição de exercer cargos públicos e a perda de direitos familiares, como a tutela ou curatela de crianças e adolescentes.

Além disso, a pena para o aliciamento de menores também será aumentada, abrangendo agora indivíduos de até 14 anos e tornando mais rigoroso qualquer tipo de abordagem indevida.

Contexto

Essas mudanças visam fortalecer a proteção legal de crianças e adolescentes, refletindo a necessidade de uma resposta mais efetiva aos crescentes casos de violência sexual.

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