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política
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CPMI do INSS aponta esquema de fraudes ligado ao governo Bolsonaro

Relatório alternativo revela organização complexa em oito núcleos para fraudes em descontos sobre aposentadorias.

Fernanda Lima27 de março de 2026 às 10:55
CPMI do INSS aponta esquema de fraudes ligado ao governo Bolsonaro

A base aliada na CPMI do INSS apresentará nesta sexta-feira, dia 27, um relatório alternativo que revela a existência de uma estrutura organizada em oito núcleos destinada à execução de fraudes em descontos associativos sobre aposentadorias e pensões.

Determinando responsabilidades

Este documento, que servirá como base para a disputa pelo parecer final na comissão, sugere cerca de 170 indiciamentos e atribui a responsabilidade da operação fraudulenta ao governo de Jair Bolsonaro (PL). A apresentação do relatório coincide com a leitura do parecer oficial do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

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A estratégia é desviar a culpa do atual governo, concentrando a responsabilidade nas decisões administrativas do governo anterior

Relatório da CPMI

O relatório sugere a indiciamento de aproximadamente 170 pessoas envolvidas.

Estrutura de Fraudes

O esquema opera de maneira coordenada, com divisão de tarefas e fluxo financeiro organizado, envolvendo tanto operadores privados quanto servidores públicos.

  • 1Núcleo Conafer: ligado aos agricultores familiares, liderado por Carlos Roberto Ferreira Lopes.
  • 2Núcleo CBPA: comandado por Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, atuando na arrecadação e distribuição de recursos.
  • 3Núcleo Maurício Camisotti: focado na articulação empresarial em São Paulo.
  • 4Núcleo Golden Boys: composto por quatro indivíduos responsáveis pela expansão e gastos altos.
  • 5Núcleo Cecília Mota: suspeito de movimentações financeiras em Fortaleza.
  • 6Núcleo Alexsandro Prado: operava em Sergipe com entidades de fachada.
  • 7Núcleo Domingos Sávio: liderado por Domingos Sávio de Castro, atuava no financeiro e em dados de aposentados.

Além dos operantes, o relatório menciona servidores e antigos membros do governo Bolsonaro, incluindo o ex-ministro Onyx Lorenzoni, associados a doações eleitorais suspeitas e relações com entidades que estão sob investigação.

A fiscalização falha permitiu que denúncias de 2020 continuassem sem resposta, ampliando o esquema anos depois.

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