CPMI do INSS aponta esquema de fraudes ligado ao governo Bolsonaro
Relatório alternativo revela organização complexa em oito núcleos para fraudes em descontos sobre aposentadorias.

A base aliada na CPMI do INSS apresentará nesta sexta-feira, dia 27, um relatório alternativo que revela a existência de uma estrutura organizada em oito núcleos destinada à execução de fraudes em descontos associativos sobre aposentadorias e pensões.
Determinando responsabilidades
Este documento, que servirá como base para a disputa pelo parecer final na comissão, sugere cerca de 170 indiciamentos e atribui a responsabilidade da operação fraudulenta ao governo de Jair Bolsonaro (PL). A apresentação do relatório coincide com a leitura do parecer oficial do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
"A estratégia é desviar a culpa do atual governo, concentrando a responsabilidade nas decisões administrativas do governo anterior
✨ O relatório sugere a indiciamento de aproximadamente 170 pessoas envolvidas.
Estrutura de Fraudes
O esquema opera de maneira coordenada, com divisão de tarefas e fluxo financeiro organizado, envolvendo tanto operadores privados quanto servidores públicos.
- 1Núcleo Conafer: ligado aos agricultores familiares, liderado por Carlos Roberto Ferreira Lopes.
- 2Núcleo CBPA: comandado por Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, atuando na arrecadação e distribuição de recursos.
- 3Núcleo Maurício Camisotti: focado na articulação empresarial em São Paulo.
- 4Núcleo Golden Boys: composto por quatro indivíduos responsáveis pela expansão e gastos altos.
- 5Núcleo Cecília Mota: suspeito de movimentações financeiras em Fortaleza.
- 6Núcleo Alexsandro Prado: operava em Sergipe com entidades de fachada.
- 7Núcleo Domingos Sávio: liderado por Domingos Sávio de Castro, atuava no financeiro e em dados de aposentados.
Além dos operantes, o relatório menciona servidores e antigos membros do governo Bolsonaro, incluindo o ex-ministro Onyx Lorenzoni, associados a doações eleitorais suspeitas e relações com entidades que estão sob investigação.
✨ A fiscalização falha permitiu que denúncias de 2020 continuassem sem resposta, ampliando o esquema anos depois.
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Fernanda Lima
Jornalista especializado em política
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