Mike Johnson resiste a pressões e defende diálogo com setor privado.

O debate sobre a inteligência artificial nos Estados Unidos ganha intensidade, com democratas alertando para os riscos que a tecnologia pode apresentar. Recentemente, alguns parlamentares democratas pressionaram o presidente da Câmara, Mike Johnson, para que ele convocasse uma sessão para tratar da regulamentação da IA.
Johnson, um republicano da Louisiana, manifestou resistência às demandas. Em uma aparição no programa "State of the Union" da CNN, ele afirmou que o foco deve ser o diálogo com líderes do setor em vez de convocar uma sessão emergencial, argumentando que a pressa poderia comprometer a competitividade dos Estados Unidos em relação à China.
✨ “Se o Congresso simplesmente se mobilizar às pressas e convocar algum tipo de sessão de emergência, perderemos a corrida para a China, e isso representa uma ameaça para todos os americanos”, enfatizou Johnson.
O ex-presidente Barack Obama também se manifestou sobre a questão, sugerindo que a regulamentação da IA deve ser central na agenda democrata. Em um evento de arrecadação de fundos, ele alertou sobre os perigos da tecnologia caso não haja controle adequado.
Com preocupações crescendo sobre a aceleração da IA, apelos por ações imediatas foram reforçados após Dario Amodei, da Anthropic, declarar que é necessária uma desaceleração urgente no desenvolvimento da tecnologia. Amodei sugeriu que a indústria se unisse para evitar potenciais danos à humanidade.
Por outro lado, o ex-presidente Donald Trump descartou preocupações sobre ameaças existenciais da IA, destacando a vantagem americana na área. Conselheiros econômicos de Trump também se pronunciavam contra chamadas para desacelerar o avanço da IA, enfatizando a necessidade de competitividade.
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Jornalista especializado em Política




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