Votação da proposta enfrenta obstáculos e é vista como improvável nesta semana.

Hoje, o plenário do Senado realiza a primeira discussão sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a escala de trabalho 6x1. A PEC, que já passou pela Câmara dos Deputados em maio, precisa ser votada em dois turnos para ser aprovada, mas sua votação nesta semana é considerada improvável.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não estabeleceu uma agenda para a deliberação da proposta. Desde sua aprovação na Câmara, a análise ficou retida no Senado até após as eleições. Entretanto, após algumas movimentações, o texto foi avançado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em setembro.
✨ Os senadores devem discutir a proposta em pelo menos cinco sessões antes da votação, o que torna a votação para esta semana altamente improvável, segundo a avaliação da oposição e da base governista.
O governo, por sua vez, manifestou a intenção de aprovar a texto ainda nesta semana. O ministro José Guimarães declarou que o objetivo é concluir a votação até quarta-feira (7). Contudo, a oposição, representada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), indicou que a discussão seguirá o trâmite normal e que a votação poderá ser adiada para depois do segundo turno das eleições.
Há um movimento crescente entre os governistas para que a PEC seja aprovada rapidamente, considerando que a redução da jornada de trabalho é um tema com forte apelo popular. Por outro lado, a oposição sugere que seria mais prudente esperar o resultado das novas eleições legislativas para discutir a matéria, visando uma composição política que favoreça suas propostas.
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Jornalista especializado em Política

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