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Fachin propõe mais transparência na remuneração do Judiciário

Medidas visam fortalecer a confiança da sociedade nas instituições

Tiago Abech08 de junho de 2026 às 15:45
Fachin propõe mais transparência na remuneração do Judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, anunciou nesta segunda-feira (8) que planeja implementar novos mecanismos para aumentar a transparência em relação aos pagamentos realizados a juízes em atraso. A proposta foi revelada durante a abertura do VI Congresso Brasileiro de Direito e Políticas Públicas, realizado em São Paulo.

Grupo de Trabalho para Revisão das Verbas

Fachin explicou que um grupo de trabalho foi estabelecido para revisar e regulamentar os pagamentos a juízes, buscando soluções que garantam padronização e previsibilidade nas verbas remuneratórias. A expectativa é que dentro de 180 dias a equipe apresente propostas concretas ao CNJ sobre essa questão.

Essas iniciativas têm como objetivo reforçar a confiança da sociedade nas decisões do Judiciário através da transparência.

Contexto Adicional

Recentemente, o STF restringiu o pagamento de verbas extras, conhecidas como 'penduricalhos', estabelecendo que a remuneração dos juízes não deve ultrapassar 70% do salário mensal, que se encontra no teto de R$ 46,3 mil.

As propostas em discussão incluem o aprimoramento do contracheque único e uma revisão nas ferramentas de transparência relacionadas à remuneração, buscando ampliar a visibilidade dos fundos geridos pelo Judiciário.

Fachin enfatizou que a legitimidade do Judiciário é baseada não apenas na correcção das suas decisões, mas também na disposição para prestar contas. Ele apontou que a falta de clareza e de regulamentação a respeito das verbas indenizatórias gera desigualdades e insegurança jurídica.

Envolvimento de Diferentes Entidades

O grupo de trabalho contará não apenas com representantes da magistratura, mas também com membros de entidades externas e especialistas, incluindo representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Senado. O objetivo é reunir diferentes perspectivas e expertise para embasar as propostas a serem apresentadas.

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