Decisão também permitiu apreensão de celulares e computadores relacionados ao caso.

A Justiça de São Paulo autorizou a Polícia Civil a acessar informações apagadas de celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante as investigações do caso Dark Horse, que investiga o uso de recursos públicos para financiar um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner, da Vara Regional das Garantias de São Paulo, em 26 de maio deste ano. Essa autorização foi tornada pública após o levantamento do sigilo determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF.
✨ O documento permite a análise da memória dos aparelhos apreendidos, desde que os dados estejam relacionados aos fatos investigados.
Além de acessar dados, a medida autoriza a apreensão de equipamentos eletrônicos que possam conter dados relevantes para a investigação. Isso inclui computadores, notebooks, servidores, tablets e smartphones, além de documentos contábeis e fiscais que ajudem a demonstrar a movimentação de recursos.
A investigação também levanta suspeitas sobre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e o programa WiFi Livre SP, com indícios de que recursos do programa possam ter sido usados para financiar a produção do filme.
O ICB firmou um contrato com a prefeitura de São Paulo para instalar e manter 5.000 pontos de Wi-Fi público, totalizando repasses de R$ 108 milhões. No entanto, o Ministério Público aponta diferenças significativas entre os valores contratados e os preços históricos já praticados pelo município.
A defesa de Karina, ligada ao caso, afirmou respeitar a decisão de levantar o sigilo da investigação e reafirmou que colabora com as autoridades, sustentando que não cometeu qualquer ilícito.
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Jornalista especializado em Justiça

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