Ministro do STF descreve decisão como um 'vexame' para a instituição.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante o julgamento que discute atos realizados na investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
Gilmar afirmou que a medida que determinou a saída temporária de Andrei do cargo representa um 'vexame' para a instituição. 'Qualquer cidadão com noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor-geral da Polícia. É como afastar o presidente da Nasa ou tirar o comandante do Exército', declarou.
✨ O ministro também elevou o tom das críticas, afirmando que quem impõe esse tipo de medida deveria 'pedir a Deus que não faça'.
As declarações ocorreram em meio a discussões sobre a condução dos procedimentos relacionados ao relatório produzido pela Polícia Federal e as decisões conflitantes tomadas no caso por integrantes da Corte. Gilmar advertiu que submeter uma instituição já enfrentando problemas a esse tipo de vexame é extremamente grave.
Após a fala de Gilmar, o ministro Luiz Fux comentou que a Segunda Turma do STF identificou 'desvios de finalidade' na atuação do diretor-geral da PF, que estaria agindo contra o Poder Judiciário ao encaminhar informações que contribuíram para desgastar a Corte.
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Jornalista especializado em Política

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