Presidente destaca ações contra fraudes e defende despesas com previdência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou reconhecer em uma cerimônia no Palácio do Planalto que a administração conseguiu zerar a fila do INSS, ao enfatizar que as despesas previdenciárias são mais obrigações do que custos para o governo.
Durante seu discurso, Lula denunciou a existência de fraudes que comprometiam o INSS, as quais, segundo ele, foram descobertas e combatidas em seu governo. "O que me deixa muito orgulhoso é que encontramos uma quadrilha que operava no governo anterior, explorando aposentados e as pessoas mais humildes", declarou.
✨ Lula afirma que a gestão acabou com fraudes que começaram a crescer em 2019.
O presidente ressaltou que, embora as despesas previdenciárias sejam frequentemente apresentadas como um problema fiscal, na verdade representam uma responsabilidade do Estado. Ele explicou: "O déficit não é culpa da previdência, mas sim dos R$ 1,3 trilhão que precisamos pagar anualmente em juros".
Em relação ao crescimento projetado das despesas com previdência, que deve alcançar R$ 1,16 trilhão até 2027, especialistas alertam sobre a sustentabilidade dessas contas, especialmente devido à indexação dos benefícios ao salário mínimo.
Lula criticou a ideia de que não seria possível conceder um aumento real ao salário mínimo, respondendo a vozes contrárias na política: "Se o PIB cresce entre 2,8% e 3%, o que impede um aumento ao menor salário do país?".
A cerimônia teve como foco o anúncio do governo de que a fila do INSS foi zerada, dado que, em agosto, o número de novos pedidos superou aqueles aguardando análise. Essa ação se torna ainda mais relevante em um contexto de pré-campanha, onde Lula busca garantir apoio entre eleitores acima de 60 anos.
As fraudes no INSS aumentaram a partir de 2019, tornando-se um ponto de crítica para o governo atual. Lula contra-atacou esses argumentos, afirmando que tratou o problema e ressarciu aposentados em mais de R$ 3 bilhões.
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Jornalista especializado em Política

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