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Lula defende dignidade brasileira contra tarifas dos EUA

Presidente critica ameaças aos produtos nacionais e pede estudos sobre trabalho nos EUA

Acro Rodrigues10 de junho de 2026 às 14:30
Lula defende dignidade brasileira contra tarifas dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil não deve aceitar as tarifas ameaçadas pelos Estados Unidos, enfatizando a importância da dignidade e do respeito aos trabalhadores brasileiros. A afirmação foi realizada durante a 7ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecida como Conselhão, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Lula criticou as medidas propostas pela administração Trump, solicitando um estudo detalhado sobre as condições laborais nos Estados Unidos. Ele questionou a base das decisões de Washington sobre as sobretaxas, pedindo: 'É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do que ganha um trabalhador americano'. O presidente destacou que o país não deve se submeter a imposições externas, afirmando: 'Nós não temos o direito de aceitar, por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui para os trabalhadores brasileiros.'

Lula também ressaltou a necessidade de comparar as legislações trabalhistas de ambos os países, exigindo transparência sobre os direitos dos trabalhadores nos EUA.

Além disso, o presidente aproveitou a ocasião para rebater críticas à política ambiental do Brasil, respondendo a cobranças internacionais sobre desmatamento. Sem citar diretamente as autoridades norte-americanas, Lula questionou a capacidade dos EUA em exigir preservação ambiental, dizendo: 'Será que eles não percebem que estão carecas? E que nós ainda estamos como um jogador cortando só um pedacinho aqui do lado?'.

O líder brasileiro defendeu os avanços de sua gestão na redução do desmatamento, argumentando: 'Will they not realize that we, in these three and a half years, have reduced deforestation in all Brazilian biomes?'. Essas declarações surgem em um contexto de crescentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com o governo Trump considerando a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros devido a práticas comerciais que consideram injustas.

Contexto

A reunião do Conselhão contou com a participação de representantes do empresariado, sindicatos e da sociedade civil, refletindo um esforço para unificar o setor produtivo brasileiro contra as medidas da Casa Branca.

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