Protestos contra o custo de vida resultaram em caos e confrontos com a polícia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu nesta segunda-feira (19) que houve falhas na gestão policial dos distúrbios ocorridos no fim de semana na França. A declaração veio um dia após um discurso televisionado em que ele pediu firmeza, sem conseguir evitar críticas.
Uma grande manifestação, convocada no sábado, contra o elevado custo de vida terminou em caos, gerando saques nas principais cidades e cenas de desordem que se espalharam pelo mundo. Várias lojas foram vandalizadas, a prefeitura de Limoges foi incendiada e a sede da prefeitura de Marselha sofreu danos significativos.
✨ As autoridades descreveram os acontecimentos como um caos "sem precedentes", que se estendeu durante a noite de domingo.
À medida que se aproxima a eleição presidencial, na qual Macron não poderá concorrer, o governo enfrenta críticas por não ter previsto os distúrbios ou respondido adequadamente às reivindicações dos manifestantes. O líder do partido de ultradireita, Reagrupamento Nacional (RN), Jordan Bardella, e o prefeito socialista de Paris, Emmanuel Grégoire, foram incisivos ao criticar a situação.
Apesar de reconhecer as falhas na gestão das manifestações, Macron se opôs ao pedido de demissão do ministro do Interior, Laurent Nuñez. Ele instruiu Nuñez a implementar novos modos de operação para a polícia, visando evitar novos saques.
O ministro do Interior admitiu a perda de controle em algumas cidades durante os protestos, que resultaram em mais de 2.500 detenções e quase 1.000 feridos entre os integrantes das forças de segurança.
Macron também reiterou sua postura firme contra os vândalos durante um discursou assistido por 16,7 milhões de telespectadores. Contudo, ele não anunciou medidas para aliviar a crise social provocada pelo aumento do custo de vida.
Em meio a essa tensão, a Bolsa de Paris apresentou queda de 1,23%, em um momento em que o governo tenta aprovar um orçamento para 2027 que demanda um forte ajuste fiscal.
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