Mauro Vieira destaca potencial do grupo para resolver disputas internacionais como a do Oriente Médio.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, está participando da cúpula do Brics, que acontece neste fim de semana em Nova Delhi, Índia. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva focado na reta final da campanha eleitoral, Vieira representa o país em uma reunião que busca solucionar divergências entre nações em desenvolvimento.
Em entrevista à CNN, Vieira afirmou que a cúpula pode ajudar a mitigar tensões entre países rivais, como Irã e Emirados Árabes Unidos, no contexto da guerra do Oriente Médio. O chanceler destacou que o número restrito de países membros do Brics, atualmente elevado para 10, favorece discussões mais abertas e informais.
✨ Ele ressaltou que "o Brics é um espaço privilegiado de negociação" e a presença de diversas realidades econômicas e políticas entre seus membros pode facilitar conversas sobre resolução de conflitos.
Vieira rejeitou a ideia de que o Brics é um contraponto aos Estados Unidos, esclarecendo que o grupo promove cooperação entre países em desenvolvimento, sem posturas contrárias a outras nações. "É um erro total afirmar que somos anti-americanos", disse.
Antes do início da cúpula, nesta sexta-feira (11), o ministro participou do Fórum Empresarial do Brics, onde enfatizou a importância das empresas dos países do bloco no fortalecimento da economia global. Durante seu discurso, ele mencionou o impacto negativo do protecionismo e das sanções unilaterais, ressaltando a urgência de estreitar laços entre os setores produtivos do bloco.
Diversas grandes empresas brasileiras, como Embraer, Vale, Weg e Banco do Brasil, marcaram presença no fórum, buscando ampliar suas operações nos países participantes do Brics.
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Jornalista especializado em Política

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