Duas propostas buscam aliviar rigor das leis de interrupção da gravidez no país.

O Parlamento da Polônia realiza nesta terça-feira, 20, uma votação acerca de duas propostas que visam amolecer uma das legislações de interrupção da gravidez mais rigorosas da União Europeia. Atualmente, o país permite o aborto apenas em casos de estupro, incesto ou risco de vida para a gestante.
A primeira proposta, apresentada pela Coalizão Cívica e pelo partido A Esquerda, visa a descriminalização parcial, eliminando penas de até três anos de prisão para aqueles que auxiliam na realização do procedimento. A segunda proposta, advinda de aliados conservadores do governo, tenta reverter a decisão de 2020 do Tribunal Constitucional, que baniu o aborto por anomalias fetais graves, a causa de 98% dos abortos legais até então.
✨ Prometida pelo premiê Donald Tusk após sua eleição em 2023, a proposta de flexibilização enfrenta divisões internas na coalizão governista, e seu futuro permanece incerto.
Além disso, mesmo que as propostas sejam aprovadas, elas devem ser confrontadas pelo veto do presidente nacionalista Karol Nawrocki, que conta com o apoio do partido conservador Lei e Justiça. Desde que as restrições foram endurecidas, manifestações marcantes ocorreram pelo país, e os registros de abortos em hospitais públicos caíram drasticamente, com apenas 573 casos documentados no primeiro semestre de 2026.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Política




Levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta segunda-feira (24) mostra disputa apertada; senador também justificou ausência no primeiro debate presidencial

Marcel van Hattem solicita inclusão da empresária no programa de proteção a testemunhas.

Novo projeto busca assegurar o direito ao meio ambiente para a infância.

Deputada questiona testes sobre viabilidade do E32