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política
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PSOL pede investigação sobre lesbofobia nas mortes de Ieda e Fabiana

Parlamentares solicitam apuração rigorosa após descoberta dos corpos

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 16:40
PSOL pede investigação sobre lesbofobia nas mortes de Ieda e Fabiana

Integrantes do PSOL estão exigindo que a investigação sobre os homicídios de Ieda Aparecida Simplício, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, considere a possível motivação de lesbofobia. O apelo foi encaminhado para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e o Ministério Público do estado.

O pedido ocorre após o trágico achado dos corpos, que foram localizados no sábado, 18, enterrados em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, na Baixada Santista. Ambas estavam desaparecidas desde 9 de julho, data em que saíram de um encontro familiar em Praia Grande.

O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) usou suas redes sociais para pedir uma investigação minuciosa a respeito de uma possível motivação de lesbofobia para o crime. Por sua vez, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou que acionou o Ministério Público, clamando por uma análise das motivações que possam incluir lesbocídio, feminicídio e racismo.

As vítimas, que eram um casal de mulheres negras prestes a se casar, acionam uma discussão importante sobre a segurança da comunidade LGBTQIA+.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a localização dos corpos ocorreu após a Polícia Militar responder a uma chamada de encontro de cadáver. Familiares reconheceram as vítimas na cena do crime, que contou com a presença da Delegacia de Investigações Gerais de Praia Grande e do Corpo de Bombeiros.

Os corpos de Ieda e Fabiana foram registrados como homicídio e morte suspeita. As investigações revelam que as mulheres desapareceram na noite do dia 9 de julho após informarem a parentes que tinham um assunto a resolver antes de retornar para casa. Dois dias após seu desaparecimento, seu carro foi encontrado abandonado em Praia Grande, integrando as investigações.

Durante as buscas na área do crime, a polícia encontrou um fragmento de crânio humano próximo ao local onde as vítimas foram enterradas. A perícia está investigando se o fragmento está relacionado ao caso ou a outro crime. Até o presente momento, não há prisão de suspeitos, e a Polícia Civil segue empenhada em esclarecer os detalhes e a motivação dos assassinatos.

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