STF defende Moraes em processo de censura nos EUA
Medida visa proteger a soberania e independência do Judiciário brasileiro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu solicitar à Advocacia-Geral da União (AGU) que proteja o ministro Alexandre de Moraes em um processo movido por empresas nos Estados Unidos, destacando a importância da autonomia do Judiciário e a soberania do Brasil.
Esta ação foi impulsionada após um tribunal norte-americano permitir que Moraes fosse notificado via e-mail sobre as acusações dirigidas a ele, dando prosseguimento ao caso. As empresas envolvidas, Trump Media e Rumble, alegam que ordens de Moraes constituem censura e transgridem direitos constitucionais garantidos nos EUA.
✨ A AGU atua como a "advocacia" do Estado, representando legalmente o governo federal.
Desde 2020, Moraes tem determinado o bloqueio de mais de 120 contas de redes sociais em função de atividades que ele qualificou como ataques às instituições democráticas e tentativas de golpe de Estado. Rumble, que está indisponível no Brasil desde fevereiro de 2025, foi igualmente alvo de sanções.
A notificação por e-mail, uma medida atípica que foge do protocolo tradicional de notificações por trâmites diplomáticos, foi aprovada pela Justiça Federal da Flórida e acendeu debates sobre os limites das ações externas contra membros do STF.
O Que É a AGU?
A Advocacia-Geral da União (AGU) é o órgão que representa e defende os interesses jurídicos do governo federal no Brasil, atuando em processos judiciais e administrativos.
Ainda que a legislação brasileira proíba processos contra ministros do STF por atos relacionados ao desempenho de suas funções, as companhias continuam tentando reverter as decisões em tribunais nos Estados Unidos.
✨ Mais de 70 recursos questionando as ordens de Moraes foram analisados em conjunto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decididos pelo STF.
Embora muitas contas bloqueadas já tenham sido reativadas pelo STF, a controvérsia sobre a censura e liberdade de expressão permanece acesa, com a intervenção de empresas estrangeiras nas decisões judiciais brasileiras.
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