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política
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TCU deve liberar recursos para túnel Santos-Guarujá nesta semana

Repasses financeiros dependem de critérios de governança estabelecidos.

Gabriel Rodrigues13 de abril de 2026 às 15:55
TCU deve liberar recursos para túnel Santos-Guarujá nesta semana

Os recursos federais destinados à construção do túnel que ligará Santos e Guarujá devem ser autorizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) até o final desta semana, após a definição das normas de governança do projeto.

A liberação dos fundos acontece após uma suspensão temporária dos repasses, que foi imposta pela corte em março devido a conflitos entre os envolvidos na construção. A APS (Autoridade Portuária de Santos) havia solicitado essa interrupção.

O contrato para a obra foi assinado em janeiro pelo governo de São Paulo sem o envolvimento da APS, que apontou falhas e exigiu ajustes em relação à gestão financeira na Parceria Público-Privada (PPP).

O investimento total no projeto é de R$ 5,2 bilhões, com R$ 2,6 bilhões provenientes do estado e o restante de recursos federais.

Os detalhes sobre a fonte de financiamento estadual foram divulgados recentemente, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciando uma taxa de CDI + 1,59% para a operação.

A expectativa é que, com a validação do empréstimo, o TCU aprove os repasses necessários para que os recursos federais possam ser transferidos.

Os esforços do tribunal visam proporcionar segurança jurídica ao projeto e ao vencedor do leilão, a empresa Mota-Engil, que foi selecionada em setembro de 2025.

Ainda que os recursos sejam liberados, a construtora só terá acesso aos valores a partir de 2027, data prevista para o início das obras, que prometem reduzir o tempo de viagem entre as duas cidades para cerca de cinco minutos, com previsão de operação para 2031.

Modelos de Governança

Recentemente, Anderson Pomini, presidente da APS, e Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos, discutiram a implementação de um modelo de governança robusto para os aportes federais.

Dentre os aspectos discutidos estavam a supervisão da execução das obras, a rastreabilidade dos recursos e a definição de responsabilidades.

A APS também solicitou ao governo de São Paulo um rascunho do instrumento de governança, além de um cronograma detalhado com os marcos e fluxos financeiros do projeto.

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