Decisão unânime aponta ligações das candidatas com facções criminosas no Rio de Janeiro.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, por unanimidade, barrar a candidatura de Mariana de Souza, do PP, à Câmara dos Deputados. A impugnação foi baseada em indícios de vínculos com o Comando Vermelho, conforme apontado pelo Ministério Público Eleitoral.
A Procuradoria mencionou que Mariana é esposa de Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como 'Zé Dirceu', que é considerado o número dois da facção no estado e está foragido após condenações relacionadas ao tráfico de drogas.
✨ Os documentos indicam que Mariana ocultou o rosto do marido nas redes sociais para dificultar sua identificação e captura.
Além disso, Mariana é proprietária de uma empresa que está registrada em um endereço próximo ao de uma empresa que teria sido aberta com identidade falsa por seu companheiro, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
O Ministério Público Eleitoral também observou que mais de 81% dos votos de Mariana nas eleições de 2024 vieram de bairros identificados como dominados pelo CV. Outra evidência apresentada foi um áudio onde um suposto líder da facção diz que a organização necessita de um representante político.
Na mesma sessão, a candidatura de João Felipe Drumond Espíndola (PRD) à Assembleia Legislativa também foi rejeitada. O tribunal considerou que sua candidatura poderia estar vinculada a práticas e influências do crime organizado, com indícios de uma estrutura familiar que mantém laços com a contravenção.
Os advogados de defesa de Mariana e João Drumond declararam que irão recorrer das decisões, alegando que as acusações são infundadas e baseadas em especulações.
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Jornalista especializado em Política

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