Termo popular gera confusão sobre AVC e suas implicações

A utilização da expressão 'princípio de AVC', comum entre as pessoas, ganhou destaque nas redes sociais após a influenciadora Maya Massafera ser hospitalizada em decorrência de um incidente relacionado à saúde. Essa terminologia, embora popular, não é reconhecida na terminologia médica e faz referência à suspeita prévia de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A expressão é frequentemente utilizada para descrever sinais que antecedem um AVC pleno. De acordo com André Felício, professor e coordenador da Pós-Graduação em Neurologia na Faculdade de Ciências Médicas IPEMED, o termo correto para essa situação seria Ataque Isquêmico Transitório (AIT).
O AIT ocorre quando há uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo em uma parte do cérebro. Embora os sintomas possam se resolver rapidamente, esse evento serve como um indicador significativo para o risco de um AVC. Como mencionado por Felício: 'Não é um termo médico preciso. Geralmente é usado para descrever um ataque isquêmico transitório ou um AVC de menor gravidade. Mesmo sintomas que desaparecem rapidamente requerem atenção médica imediata'.
✨ Fique atento aos sinais: dificuldade para falar, alterações visuais, perda de força ou formigamento em um lado do corpo são sintomas que demandam atenção.
Existem dois tipos principais de AVC: o hemorrágico e o isquêmico. O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, resultando em hemorragia cerebral. Essa condição é responsável por 15% dos casos de AVC, porém tem uma taxa de mortalidade mais alta. Por outro lado, o AVC isquêmico, que representa cerca de 85% dos casos, é causado por obstrução de uma artéria, o que impede o fornecimento de oxigênio às células cerebrais.
Para reduzir a probabilidade de ocorrência de um AVC, a neurologista Carolina Alvarez enfatiza a importância de manter um estilo de vida saudável. 'Evitar tabagismo, praticar atividades físicas regulares, manter uma alimentação equilibrada e controlar a pressão arterial, diabetes e colesterol são fundamentais para a saúde cardiovascular.'
Além disso, ao considerar o uso de hormônios, Alvarez indica que, embora isso possa aumentar o risco de AVC, não é necessário evitar a terapia hormonal. Com a avaliação individualizada e o acompanhamento correto, é possível determinar a abordagem mais adequada para cada pessoa.
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Jornalista especializado em Saúde

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