Substância é considerada uma ameaça emergente pela DEA.

Desde julho de 2025, o opioide sintético ciclorfina está associado a pelo menos 122 mortes nos Estados Unidos. O Escritório de Política Nacional de Controle de Drogas identificou a substância como uma "ameaça emergente de drogas" em abril. Em resposta, em agosto, a Administração de Repressão às Drogas dos EUA a classificou como uma droga temporária da Lista I, tornando seu uso ilegal.
A ciclorfina pertence a uma nova classe de opioides chamada orfinas e não possui histórico de uso medicinal. Dr. Nabarun Dasgupta, especialista em drogas da Universidade da Carolina do Norte, destacou que os casos de ciclorfina são "esporádicos" nos EUA, sendo significativamente menos frequentes do que casos envolvendo fentanil, que é mais prevalente.
✨ Testes laboratoriais indicam que a ciclorfina é mais potente que o fentanil, exigindo apenas uma pequena quantidade para efeitos significativos.
A substância já foi identificada em cerca de 25 estados, com variações na forma, como em pó misturado a outras drogas no Meio-Oeste e em comprimidos no Sul dos EUA. Os efeitos da ciclorfina podem incluir depressão respiratória e euforia, sendo revertidos com o uso de naloxona.
Porém, a Dra. Shravani Durbhakula, da Universidade Vanderbilt, alertou sobre os riscos de combinações da ciclorfina com outras substâncias, que podem aumentar os efeitos adversos e a mortalidade. Os testes padrão não conseguem detectar a ciclorfina, pois é uma nova droga e, segundo o Dr. David Liss, a subcontagem de casos relacionados é uma preocupação.
O futuro da ciclorfina pode ser breve, de acordo com Krotulski, que acredita que a droga deverá "cair rapidamente em desuso", com a expectativa de que novos opioides surjam em seu lugar nos próximos meses.
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