Análise recente revela aumento nas buscas por manifestações físicas ligadas à ansiedade, como insônia e falta de ar.

O comportamento dos brasileiros na internet demonstra um crescente interesse em entender manifestações físicas associadas à ansiedade, como insônia, falta de ar e aperto no peito. Um estudo realizado pelo Afya Research Center constatou que, entre o final de 2025 e outubro de 2026, as buscas por termos relacionados a sintomas específicos aumentaram, enquanto o interesse pela palavra "ansiedade" continuou estável.
Destaca-se a busca por "insônia ansiedade", que subiu de 54 para 73 pontos no Google Trends, uma alta de cerca de 35%. Essa tendência não é observada apenas entre o público leigo, mas também na plataforma Afya Whitebook, onde os acessos a conteúdos sobre o tema cresceram 30%, passando de 491 para 639 por dia útil.
✨ O Dr. Cláudio Costa, professor de Psiquiatria da Afya Educação Médica, ressalta que a identificação do sofrimento e a busca por ajuda estão se tornando mais comuns. os sintomas de ansiedade incluem falta de concentração, nervosismo e alterações no sono e apetite.
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma das condições clínicas mais relatadas, com 189,1 mil acessos a conteúdos relacionados entre dezembro de 2025 e outubro de 2026. Dr. Cláudio Costa observa que muitos pacientes apresentam preocupações excessivas, que afetam seu cotidiano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 9,3% da população brasileira conviva com transtornos de ansiedade.
As redes sociais revelam que a expressão "crise de ansiedade" compôs 10% das consultas sobre o tema, com maior participação de jovens entre 18 e 24 anos. No entanto, a busca por ajuda profissional ainda é incipiente, com apenas 260 menções à expressão "quando procurar um psicólogo" em 13 meses.
A Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya, destaca que a internet oferece respostas rápidas, mas nem sempre propõe uma verdadeira compreensão dos fenômenos. Ela recomenda algumas atitudes para lidar com os sintomas, como reconhecer os sinais do corpo e organizar a rotina de sono, além de buscar tratamento adequado.
Essas orientações não substituem o tratamento quando há um transtorno de ansiedade, mas podem ser complementares a um plano de promoção da saúde mental.
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