Pesquisadores testam técnica que estimula o nervo trigêmeo para potencializar memória e raciocínio.

Pesquisadores têm buscado métodos menos invasivos para aprimorar a conexão entre células cerebrais e potencializar habilidades cognitivas, como raciocínio e memória. Um estudo recente, ainda em fase pré-publicação e divulgado no medRxiv em agosto, aponta que estímulos leves no rosto podem ser um caminho promissor. A técnica chamada tDCS (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua) se diferencia por aplicar correntes elétricas de baixa intensidade na lateral das maças do rosto, próximo à orelha, ao invés de no cérebro ou couro cabeludo.
Conforme um estudo do Leuven Brain Institute publicado em 2024, esta estimulação ativa o nervo trigêmeo, uma bifurcação nervosa que influencia a sensibilidade e o controle facial. Os resultados sugerem que a corrente elétrica não apenas afeta a face, mas também alcança o hipocampo, uma área essencial para a formação de memórias e aprendizado.
✨ O experimento, realizado em ratos e humanos, revelou que a aplicação de estímulos elétricos intermitentes de 200 hertz aumentou em 20% as sinalizações neuronais no hipocampo.
Durante os testes, 9 participantes foram expostos a combinações aleatórias de rostos, nomes e profissões. Alguns receberam choques falsos, enquanto outros foram submetidos aos estímulos de 200 hertz. Aqueles que experienciaram choques durante a apresentação das informações mostraram-se mais capazes de lembrar das profissões a curto prazo. No entanto, não houve alterações significativas na memória a curto prazo de nomes ou na habilidade de recordação a longo prazo.
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Jornalista especializado em Saúde

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