Pesquisa aponta fatores como estresse financeiro, poluição e hábitos de vida que impactam a saúde cerebral

Um estudo realizado por pesquisadores da Harvard analisou os dados de 500 mil britânicos ao longo de 10 anos, destacando hábitos e condições que podem aumentar o risco de desenvolver Alzheimer. A pesquisa foi publicada na revista Alzheimer’s & Dementia, na edição de outubro.
Os cientistas focaram em 193 tipos de exposição, divididos em cinco grupos: social, estilo de vida, químico, físico e ecossistema. Dos participantes, 8.881, ou cerca de 1,77%, desenvolveram Alzheimer ou outra forma de demência ao longo do tempo.
✨ Os fatores identificados que aumentam o risco incluem cochilar frequentemente, enfrentar dificuldades financeiras, problemas emocionais, poluição do ar e hábitos como fumar e consumir álcool.
Entre as condições que predispõem ao Alzheimer, destacam-se: a alteração nos padrões de sono causada pelo cochilo frequente, que compromete o sistema glinfático; o estresse contínuo das dificuldades financeiras, que limita o acesso a cuidados de saúde; e a polifarmácia, que está relacionada a doenças crônicas.
Além disso, problemas emocionais como depressão e ansiedade podem gerar neuroinflamação, enquanto a inalação de poluentes está associada a um maior risco da doença. Por outro lado, o estudo também identificou 31 fatores associados à redução do risco, incluindo exercícios físicos regulares, convivência social e segurança financeira.
A pesquisa observacional não estabelece uma relação causal direta, mas mostra a importância de hábitos saudáveis na prevenção do Alzheimer.
A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que compromete a memória e a capacidade cognitiva dos indivíduos. No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas são afetadas pela demência, com a expectativa de que esse número triplique até 2030.
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