Pesquisa da Universidade Yale indica que diferenças ocorrem em etapas mais iniciais do processamento visual.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale, nos Estados Unidos, publicaram um estudo na revista Nature Mental Health que revela como o cérebro de crianças autistas processa rostos de forma distinta em comparação às crianças neurotípicas.
A pesquisa envolveu cerca de 400 crianças, tanto autistas quanto neurotípicas, de diferentes idades. Os participantes analisaram imagens de rostos e objetos do cotidiano enquanto sua atividade cerebral era monitorada por meio de eletroencefalografia (EEG). Os resultados indicaram uma clara diferença na atividade cerebral ao tentar identificar rostos.
✨ A atividade neural das crianças autistas não se distinguia significativamente, sugerindo uma trajetória de desenvolvimento diferente no processamento de rostos.
Além disso, observou-se que a capacidade de reconhecer rostos aumentava com a idade entre os neurotípicos, mas esse padrão não se verificou nas crianças autistas. Isso sugere que o processamento facial não segue o mesmo desenvolvimento em ambos os grupos.
James McPartland, professor da Yale, destacou que essa nova abordagem ajuda a compreender de forma mais abrangente como o autismo impacta o reconhecimento facial, o que pode ter implicações significativas para diagnósticos e suportes necessários.
Os resultados também sugerem que o desenvolvimento de biomarcadores a partir da atividade cerebral pode levar a diagnósticos mais objetivos, uma vez que atualmente o diagnóstico de autismo é baseado principalmente na observação do comportamento.
McPartland enfatizou que muitas pessoas autistas não enfrentam dificuldades que justifiquem intervenção, mas para algumas, problemas em reconhecer rostos podem complicar interações sociais do dia a dia. 'Essas dificuldades são críticas e afetam atividades cotidianas,' afirmou ele.
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