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Saúde
2 min de leitura

Hospitais paulistas suspendem redes sociais por restrições eleitorais

Medida gera críticas sobre acesso à informação e serviços de saúde

Gabriel Rodrigues08 de julho de 2026 às 12:50
Hospitais paulistas suspendem redes sociais por restrições eleitorais

Nos últimos dias, diversas instituições de saúde em São Paulo, como o Instituto do Coração (InCor) e o Hospital das Clínicas, informaram que suas redes sociais ficarão fora do ar a partir de 4 de julho devido à legislação eleitoral. Esse anúncio causou preocupação entre pacientes e usuários da plataforma, que dependem dessas informações para orientação e serviços de saúde.

Os canais sociais que compõem essa rede, que conta com mais de 414 mil seguidores, são importantes fontes de dados sobre pesquisas, campanhas de prevenção e orientações médicas, essenciais durante o período eleitoral. Um usuário comentou: “Que pena! É área da saúde! Não entendo.”

Interpretação das Restrições Eleitorais

As medidas que restringem a comunicação durante o período eleitoral visam impedir a promoção de candidatos e governantes. Luciano Caparroz Santos, advogado especializado em legislação eleitoral, esclarece que as normas não proíbem todas as formas de comunicação, mas sim aquelas que favorecem diretamente candidatos.

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As campanhas de saúde são de interesse público, enquanto as divulgações de obras e propaganda de governo são institucionais

Luciano Caparroz Santos.

A suspensão das redes sociais de instituições de saúde pode prejudicar o acesso a serviços essenciais.

Juliana Sakai, da Transparência Brasil, destaca que essa interrupção não apenas compromete a transparência, mas também limita o acesso da população a informações vitais sobre saúde. Ela critica a forma como as restrições estão sendo interpretadas e pede um aprimoramento na aplicação dessas regras.

Em contato com a Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo, foi informado que as diretrizes-seguem as orientações do TSE, permitindo que organizações de saúde mantenham seus canais digitais ativos, desde que respeitem as normas eleitorais. Contudo, na prática, muitos perfis permanecem indisponíveis.

A contradição está em que a legislação não exige uma paralisação completa da comunicação para organizações que prestam serviços à comunidade, e segundo o advogado Caparroz, esses perfis deveriam continuar fornecendo informações úteis sem violar quaisquer regras eleitorais.

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