Diretrizes destacam a importância de intervenções integradas e saúde mental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na quarta-feira (7) as primeiras diretrizes globais para o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes. O órgão destaca que a prevalência desse problema aumentou de 2% para 8% desde 1990, quadruplicando nos últimos 30 anos.
As recomendações da OMS incluem a implementação de abordagens integradas que devem obrigatoriamente envolver alterações na dieta, incentivo à prática de atividades físicas e mudanças comportamentais. O plano pode ainda incorporar estratégias para melhorar a qualidade do sono, reduzir comportamentos sedentários, além de exercícios adaptados aos interesses e condições de saúde de cada criança.
✨ O tratamento farmacológico e cirurgias bariátricas não são recomendados para crianças menores de 10 anos. Para adolescentes, medicamentos aprovados podem ser considerados se os tratamentos convencionais falharem.
A OMS também ressalta a importância de abordar a saúde mental no contexto da obesidade, visto que questões como ansiedade e depressão podem levar a comportamentos não saudáveis, potencializando problemas como bullying. Além disso, a organização sugere o uso de tecnologias, como jogos e aplicativos de exercícios, para crianças acima de 2 anos, sempre sob supervisão de adultos, e recomenda que o tempo em frente às telas não exceda duas horas diárias.
Essas diretrizes fazem parte do plano da OMS para combater a obesidade infantil, que é reconhecida como uma condição crônica com potenciais consequências de longo prazo, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. A prevenção e o manejo da obesidade são essenciais para proteger a saúde física e mental das crianças e adolescentes.
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Jornalista especializado em Saúde

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