Taubaté lidera o número de óbitos, com 11 registros confirmados.

O estado de São Paulo registrou, desde o início de 2026, 58.683 casos confirmados de dengue, resultando em pelo menos 42 mortes. Comparado ao ano anterior, houve uma redução significativa nos números, pois em 2025, até julho, os casos ultrapassavam 808 mil.
Além dos 42 óbitos já confirmados, outras 30 mortes estão sob investigação. Dentre os casos verificados, 57.402 foram classificados como dengue, 1.180 como dengue com sinais de alarme, e 101 como dengue grave. A diferença entre essas classificações é importante: a dengue com sinais de alarme inclui sintomas como vômito, dor abdominal e sangramentos, enquanto a forma grave é caracterizada por choques ou sangramentos severos.
✨ Taubaté é o município com o maior número de mortes pela doença, tendo registrado 11 óbitos no total, sendo sete pacientes entre 10 e 79 anos e quatro acima de 80 anos.
Durante este período, mais de 297 mil casos suspeitos de dengue foram descartados, enquanto 7.256 ainda estão em análise com exames ou critérios clínico-epidemiológicos pendentes. A Secretaria Estadual de Saúde informa que acompanhará de forma ininterrupta o intervalo entre outubro e maio, que é o período de maior transmissão da doença.
A pasta anunciou o lançamento do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que visa adaptar as ações frente ao provável aumento nos casos de dengue. Entre as medidas estão a identificação de regiões prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o suporte aos municípios na organização da vigilância e da rede de atendimento.
O fenômeno El Niño pode influenciar um aumento nos casos de dengue em 2027. Em julho, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre os riscos de transmissão de arboviroses relacionados ao fenômeno. Projeções do InfoDengue/Fiocruz indicam que o Brasil pode contabilizar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027, com a expectativa de que o fenômeno se manifeste moderadamente a forte a partir do segundo semestre deste ano.
O aumento das temperaturas e as mudanças no regime de chuvas podem favorecer a circulação do mosquito Aedes aegypti, potencializando a criação de novos focos do vetor.
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Jornalista especializado em Saúde

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