Novas medidas buscam salvaguardar jovens influenciadores digitais

A delegada da Polícia Federal destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) implementa diretrizes para regular a atuação de menores na internet como influenciadores digitais, visando a proteção de sua renda e patrimônio.
Uma proposta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permitirá que juízes estabeleçam mecanismos para defender esses jovens, especialmente em atividades artísticas e comerciais nas plataformas digitais. A proposta será discutida em uma sessão do CNJ, programada para terça-feira (9), e é liderada pelo conselheiro Fábio Esteves.
✨ O ECA Digital, que entrou em vigor em março, estabelece a necessidade de autorização para influenciadores mirins atuarem online.
A proposta do CNJ visa garantir a proteção integral dos jovens ao conceder alvarás, levando em conta a atividade exercida, a idade, e suas necessidades específicas. Entretanto, os magistrados terão a responsabilidade de implementar salvaguardas conforme cada caso.
A proposta sugere a criação de uma reserva patrimonial para as crianças e adolescentes, juntamente com um controle sobre a destinação dos rendimentos para evitar exploração econômica. Os alvarás terão validade máxima de 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes, podendo ser modificados a critério do juiz.
A criação de um banco nacional de alvarás facilitará a supervisão por órgãos como o Ministério Público, aumentando a transparência sobre as atividades digitais de jovens influenciadores.
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Jornalista especializado em Tecnologia

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