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agricultura
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Dívidas rurais: Federação propõe medidas urgentes no Congresso

Entidade alerta para risco de endividamento de R$ 171 bilhões no RS

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 16:15
Dívidas rurais: Federação propõe medidas urgentes no Congresso

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul apresentou um conjunto de 12 propostas estruturais para a securitização da dívida rural ao Congresso Nacional, em resposta à crise de endividamento no setor agrícola.

A entidade revela que o montante de dívidas problemáticas já atinge a cifra alarmante de R$ 171 bilhões, com previsões de que esse número possa dobrar em até um ano.

Propostas em Destaque

Entre as sugestões, a Federação destaca a necessidade de estabelecer um teto de juros correspondente à taxa neutra do Banco Central, atualmente fixada em 8,5% ao ano. Além disso, defende que os prazos para pagamento sejam ampliados para, no mínimo, 15 anos, com um período de carência antes da primeira parcela.

Juros elevados dificultam a sustentabilidade da securitização das dívidas.

Outro aspecto importante apontado é a inclusão de dívidas originadas fora do sistema financeiro convencional, abarcando operações com cooperativas de grãos e revendedores de insumos. A proposta também sugere a regularização das operações 'mata-mata', em que novos financiamentos são usados para saldar dívidas antigas.

Contexto Adicional

A data de corte para enquadramento das dívidas deve ser, no mínimo, 30 de abril de 2026, considerando renegociações feitas através da MP 1.314, que totalizam mais de R$ 39 bilhões.

A Federação declarou que está aberta ao diálogo com parlamentares e a sociedade, enfatizando a urgência da situação e expressando um desejo de encontrar uma solução duradoura. "O campo não pede privilégio; pede condição", finaliza a carta.

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